O Hardware que renasceu: HDDs de 100TB da WD
Por muito tempo, a narrativa da indústria de tecnologia sugeria que os discos rígidos (HDDs) seriam varridos do mapa pela supremacia dos SSDs. No entanto, a Western Digital acaba de virar o jogo em fevereiro de 2026 com o anúncio de um novo disco de armazenamento capaz de comportar impressionantes 100TB em uma única unidade. Mais do que a capacidade massiva, o que realmente assombrou o mercado foi a performance: graças a novas arquiteturas de leitura e gravação, esses discos conseguem ser mais rápidos do que muitos SSDs SATA convencionais, provando que a engenharia mecânica ainda tem cartas na manga para a era do Big Data.
Este lançamento não foca apenas no usuário doméstico, mas atende a uma demanda desesperada dos centros de dados por eficiência energética e densidade de armazenamento. Ele utiliza a evolução da tecnologia de gravação magnética assistida por calor (HAMR), permitindo que os dados sejam compactados em níveis moleculares sem perder a integridade. Ao alcançar o patamar de 100 TB, a WD oferece uma solução que reduz o espaço físico necessário em servidores, ao mesmo tempo em que entrega uma taxa de transferência de dados que desafia os limites do que acreditávamos ser possível para um disco de pratos giratórios.
A tecnologia HAMR e os braços de leitura duplos
O segredo para essa velocidade surpreendente reside em uma combinação sofisticada. A Western Digital implementou o sistema de “Multi-Actuator”, que utiliza dois conjuntos independentes de braços de leitura e gravação operando simultaneamente no mesmo disco. Na prática, isso dobra o desempenho de entrada e saída (IOPS), permitindo que ele processe dados com uma agilidade que rivaliza com unidades flash de entrada. É a física e a computação trabalhando juntas para extrair cada gota de performance de uma tecnologia que muitos consideravam obsoleta.
A tecnologia HAMR (Heat-Assisted Magnetic Recording) é a outra peça do quebra-cabeça. Ao utilizar um minúsculo laser para aquecer o ponto de gravação no disco por uma fração de segundo, ele consegue escrever dados em áreas muito menores e mais estáveis. Em 2026, essa precisão atingiu o ápice, permitindo que a WD não apenas aumentasse a capacidade para os 100 TB, mas também garantisse que a durabilidade desses dados fosse superior à de gerações anteriores, um fator crítico para empresas que lidam com arquivos históricos e inteligência artificial.
HDD vs SSD: A nova guerra de custos e benefícios
Com a chegada deste novo dispositivo, a comparação entre HDDs e SSDs ganha novos tons. Embora os NVMe continuem sendo imbatíveis em tempos de acesso e velocidades extremas, o custo por gigabyte dos novos discos de 100TB é imbativelmente menor. Para aplicações que exigem armazenamento de petabytes — como bibliotecas de vídeo em 8K, treinamentos de modelos de IA e backups governamentais — o uso exclusivo de memórias flash ainda é proibitivamente caro. O retorno triunfal do disco rígido equilibra essa balança econômica.

Além disso, a WD focou na sustentabilidade dele. Unidades de 100 TB consomem menos energia por terabyte armazenado do que um arranjo de dez discos de 10 TB. Isso significa que, em escala global, a adoção desses novos drives pode reduzir significativamente a pegada de carbono de grandes data centers. A inovação, portanto, não é apenas sobre velocidade ou espaço, mas sobre como manter a infraestrutura digital do planeta de forma viável e eficiente para as próximas décadas.
O futuro do armazenamento doméstico e profissional
Para o profissional de criação e entusiastas de equipamentos, a notícia abre portas para estações de trabalho que podem conter bibliotecas inteiras de ativos em um único compartimento. Imaginem um PC de edição de vídeo ou um servidor doméstico (NAS) que, com apenas quatro desses discos, totaliza quase meio petabyte de armazenamento ultraveloz. A barreira do “espaço em disco insuficiente” parece estar sendo empurrada para tão longe que o foco do usuário poderá voltar integralmente para a criação, e não para o gerenciamento de arquivos.
A Western Digital sinaliza que este é apenas o começo de uma nova era. O roteiro de desenvolvimento sugere que o limite de 100 TB é apenas um degrau para capacidades ainda maiores, possivelmente chegando a 200TB antes do final da década. O modelo magnético está se reinventando para ser o alicerce silencioso e potente de um mundo que gera mais dados em um dia do que gerava em um ano inteiro na década passada. O HD não morreu; ele apenas se tornou um gigante mais veloz do que nunca.
Conclusão e a visão da Vastsoft
O anúncio da WD é uma lição de que nenhuma tecnologia deve ser descartada precocemente. Na Vastsoft, vemos esse avanço no disco de armazenamento como uma prova de que a inovação muitas vezes surge de onde menos se espera. O equilíbrio entre a velocidade da memória flash para o sistema operacional e a capacidade massiva do novo disco ridido para os dados é a combinação perfeita para o computing moderno.
Estamos vivendo um momento em que a necessidade de armazenar o conhecimento humano exige soluções grandiosas. Os discos de 100 TB da Western Digital são a resposta tecnológica para esse desafio. O futuro dele é plural, combinando o melhor da eletrônica de estado sólido com a precisão da mecânica avançada, garantindo que nossas memórias e dados estejam sempre seguros, rápidos e acessíveis.
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Referências
- Canal Tech: O HD não morreu: WD anuncia discos de 100 TB mais rápidos que SSDs comuns
- Tom’s Hardware: Western Digital unveils massive 40TB HDD… and plans 100TB HAMR drives by 2029
- Storage Review: WD revela novos HDDs de 100 TB mais rápidos do que SSDs comuns




