VastSoft Os pontos fortes e fracos do novo tablet da Samsung

Os pontos fortes e fracos do novo tablet da Samsung

Galaxy Tab S11 Ultra entrega potência com ressalvas

O mercado de tablets de alto desempenho em 2026 tem um protagonista claro: o Galaxy Tab S11 Ultra. Posicionado como o ápice da engenharia da Samsung para telas grandes, o dispositivo promete substituir laptops em fluxos de trabalho criativos e de produtividade. No entanto, após um período de teste real de três meses, a experiência de uso revela um cenário complexo. Embora o hardware tenha atingido níveis de excelência inéditos, algumas escolhas de design e software mostram que a evolução tecnológica nem sempre caminha em linha reta com a praticidade do cotidiano.

O impacto da tela gigantesca na portabilidade

O maior trunfo e, simultaneamente, o maior desafio do Tab S11 Ultra é sua tela Dynamic AMOLED 2X de quase 15 polegadas. Visualmente, o painel é impecável, com pretos profundos e um brilho que permite o trabalho sob luz solar direta sem dificuldades. Para editores de vídeo e designers, o espaço de tela é um diferencial competitivo. Contudo, no uso prolongado, o tamanho exagerado compromete a ergonomia.

Utilizar o tablet “na mão” para leitura ou consumo casual de mídia torna-se cansativo em poucos minutos devido ao peso e à distribuição de massa do aparelho. Em 2026, a Samsung refinou as bordas para torná-las ainda mais finas, o que é esteticamente impressionante, mas gera toques acidentais frequentes ao segurar o dispositivo. O Tab S11 Ultra parece ter cruzado a linha tênue entre um tablet ultraportátil e um monitor que precisa estar constantemente apoiado em uma base ou teclado.

Performance e o desafio do software Android

Equipado com o que há de mais moderno em termos de processamento e memória, o dispositivo não apresenta gargalos. A execução de múltiplos aplicativos pesados em modo DeX é fluida, e a integração com a S Pen continua sendo a melhor do mercado, com latência praticamente imperceptível. O problema, no entanto, permanece na adaptação do ecossistema Android para telas tão grandes.

VastSoft tablet da Samsung Performance e o desafio do software Android
VastSoft tablet da Samsung Performance e o desafio do software Android

Apesar dos esforços do Google e da Samsung, muitos aplicativos de produtividade ainda parecem versões esticadas de suas variantes para smartphones. Três meses de uso mostram que, embora o hardware seja capaz de substituir um computador, o software muitas vezes impõe barreiras. A gestão de janelas e a compatibilidade de certos plugins em navegadores móveis ainda deixam o usuário desejando a versatilidade de um sistema operacional de desktop completo, como o Windows ou o macOS.

Autonomia de bateria e carregamento

Com uma tela tão massiva e um processador de alta performance, a demanda energética é altíssima. Em uso moderado, o Tab S11 Ultra consegue chegar ao fim de um dia de trabalho, mas em tarefas intensas de renderização ou chamadas de vídeo prolongadas, a bateria drena rapidamente. A Samsung melhorou as velocidades de carregamento em 2026, mas o tempo necessário para encher uma célula de energia tão grande ainda é um fator a ser considerado no planejamento do usuário.

A durabilidade do acessório de teclado (Book Cover Keyboard) também foi colocada à prova. Embora a digitação seja confortável, o peso do tablet exige que a dobradiça seja muito rígida, o que torna o conjunto pesado e desajeitado para usar no colo. É um dispositivo que “clama” por uma mesa, reforçando a ideia de que ele está mais para um computador híbrido do que para um tablet convencional.

Câmeras e integração com o ecossistema

Um ponto de melhoria notável nesta geração foi o conjunto de câmeras frontais, agora centralizadas para facilitar videoconferências em modo paisagem. A qualidade da imagem é superior à de muitos laptops premium de 2026, e o sistema de enquadramento automático por IA funciona com precisão. Para o profissional que vive em reuniões virtuais, este é um dos pontos onde o Tab S11 Ultra realmente brilha e supera a concorrência.

A integração com outros dispositivos Galaxy também está mais madura. O uso do tablet como segunda tela para um notebook ou a transferência instantânea de arquivos e áreas de transferência funciona sem falhas. Para quem já está imerso no ecossistema da marca, o Tab S11 Ultra atua como um hub de produtividade poderoso, apesar de suas idiossincrasias físicas.

Conclusão e veredito de mercado

O Galaxy Tab S11 Ultra é, tecnicamente, o melhor tablet que a Samsung já fabricou, mas ele carrega o peso de sua própria ambição. Ao tentar ser tudo para todos — um estúdio de arte, uma estação de trabalho e uma central de entretenimento — ele acaba exigindo compromissos de portabilidade que podem não agradar ao usuário médio.

Para o nicho de profissionais criativos que precisam de uma tela de alta fidelidade e da precisão da S Pen, ele é imbatível. No entanto, para quem busca apenas um tablet potente e versátil para o dia a dia, o tamanho “Ultra” pode se tornar um obstáculo em vez de uma vantagem. Em 2026, o Tab S11 Ultra prova que a tecnologia chegou a um patamar onde o desafio não é mais a falta de potência, mas sim como acomodar essa potência em um formato que ainda faça sentido como dispositivo móvel.

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