Samsung renova Bixby com inteligência artificial de última geração para enfrentar Siri e Gemini
A indústria da tecnologia móvel está vivendo um momento de reinvenção completa das interfaces de usuário. Nesta semana, a Samsung deu um passo decisivo ao anunciar a nova versão da Bixby, sua assistente virtual que, por muito tempo, foi vista como coadjuvante no mercado. Agora, impulsionada por modelos de linguagem de larga escala (LLMs) e totalmente integrada ao ecossistema Galaxy AI, a Bixby renasce com o objetivo claro de rivalizar diretamente com a Siri da Apple e o Gemini do Google. Este movimento marca a transição definitiva de “comandos de voz simples” para uma “inteligência contextual proativa”.
O renascimento de uma assistente contestada
Desde o seu lançamento original, a Bixby enfrentou críticas pela sua limitação em comparação aos concorrentes. No entanto, a Samsung aproveitou os avanços de 2024 e 2025 para reconstruir a espinha dorsal da sua assistente. A versão apresentada agora não se baseia apenas em gatilhos de palavras-chave, mas em uma compreensão profunda do que o usuário está fazendo na tela do aparelho.
A nova Bixby consegue entender contextos complexos. Por exemplo, se você estiver olhando para uma foto de um restaurante no Instagram, pode simplesmente dizer “reserve uma mesa para dois aqui amanhã às 20h”, e a assistente será capaz de identificar o local, abrir o aplicativo de reservas e preencher os dados sem que você precise fornecer informações adicionais. Essa fluidez é o que a Samsung chama de “experiência de usuário invisível”.
A integração com o Galaxy AI e o processamento local
Um dos grandes diferenciais da nova Bixby em relação aos seus rivais é a sua integração com o hardware proprietário da Samsung. Graças aos novos chips Exynos e Snapdragon com unidades de processamento neural (NPUs) avançadas, grande parte do processamento da Bixby 2026 acontece diretamente no dispositivo. Isso garante duas vantagens fundamentais que o consumidor moderno exige: velocidade e privacidade.
Ao processar solicitações localmente, a latência é drasticamente reduzida. Não há mais aquele atraso de segundos esperando a resposta de um servidor remoto. Além disso, dados sensíveis, como mensagens pessoais e agendas de trabalho, não precisam sair do smartphone para que a IA os analise, o que coloca a Samsung em uma posição forte na disputa por usuários corporativos e pessoas preocupadas com a segurança cibernética.
O confronto contra Siri e Gemini
A disputa entre as assistentes virtuais em 2026 tornou-se um jogo de ecossistemas. O Google Gemini tem a vantagem da integração com o maior motor de busca do mundo e com o ecossistema Workspace. A Apple, com a Siri integrada ao Apple Intelligence, foca na simplicidade e no design de experiência. A Samsung, por sua vez, aposta na onipresença de seus dispositivos.
A nova Bixby não viverá apenas nos smartphones Galaxy. Ela foi projetada para ser o centro de controle da casa inteligente através do ecossistema SmartThings. De geladeiras a máquinas de lavar, a assistente agora possui uma “memória compartilhada”, o que significa que ela conhece as rotinas da sua casa e pode sugerir ações baseadas no seu comportamento em diferentes aparelhos. Esse nível de integração vertical é algo que o Google e a Apple ainda lutam para replicar com a mesma abrangência de hardware doméstico.
Novos recursos de produtividade e multitarefa
Para os usuários que utilizam dispositivos como o Galaxy Z Fold ou a linha de tablets Tab S, a nova Bixby introduz recursos de multitarefa assistida. Agora é possível pedir que a assistente “resuma este PDF e envie os pontos principais para o e-mail que recebi há pouco de tal pessoa”. A IA consegue navegar entre diferentes aplicativos abertos, extrair informações e executar ações sequenciais que antes exigiriam dezenas de toques na tela.
Além disso, a capacidade de tradução simultânea em tempo real foi aprimorada. Durante chamadas de voz ou vídeo, a Bixby pode atuar como uma intérprete instantânea, exibindo legendas na tela ou até mesmo sobrepondo a voz traduzida, tornando as comunicações internacionais totalmente acessíveis para qualquer usuário.
O futuro da interface humana com a máquina
O anúncio da nova Bixby deixa claro que estamos nos aproximando do fim da era das interfaces puramente gráficas. A tendência é que, nos próximos anos, os usuários interajam cada vez menos com ícones e menus, e cada vez mais através da voz e da intenção. A Samsung parece ter entendido que, para vencer essa corrida, não basta ter a IA mais inteligente, mas sim a IA que melhor se adapta à rotina física e digital do indivíduo.
A evolução da Bixby é um sinal de que a competição no setor de inteligência artificial está apenas começando. Com gigantes como Samsung, Google e Apple refinando suas ferramentas, o maior beneficiado é o usuário, que passa a ter em mãos dispositivos que não são apenas “smart”, mas verdadeiramente inteligentes e capazes de antecipar soluções antes mesmo de serem solicitadas.





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